“A Maçonaria Desvendada” – Entrevista parte 1 de 9

“A Maçonaria Desvendada” tira a venda dos olhos do leitor ou dos olhos da Maçonaria?

Boa pergunta. Eu pretendi, antes de mais, tirar as ilusões dos Maçons sobre a sua Ordem, sabendo que se fosse bem sucedido, tirava também as vendas que cobrem os olhos dos não-Maçons. Nós temos muito o hábito de julgar o planeta inteiro pelo ponto de vista do que conhecemos. Achamos que no mundo inteiro se conduz um automóvel como nós o conduzimos, ou que um café numa esplanada em Paris devia ter o mesmo gosto que o da Brasileira do Chiado. Se não é igual lá estamos nós, prontinhos a criticar! E se é verdade que o café da Brasileira é aquele que eu gosto e a esplanada do Chiado é mil vezes mais agradável do que algumas esplanadas de Paris, o que faz a coisa interessante é serem diferentes e haver diversidade. Ora, muitos Maçons vêem a Maçonaria em geral através da estreita nesga da porta do seu Templo. Se os trabalhos os satisfazem, então a Maçonraia é fantástica. Se a Loja trabalha mal, o desânimo invade os obreiros e a percepção é a de que a Maçonaria – toda ela – trabalha mal. Essa é uma venda que há que tirar. A Maçonaria é múltipla e muito diferente em diferentes partes do mundo. E se é verdade que as Lojas mais formais na Inglaterra reúnem em cerimonial fato escuro (black tie), também é verdade que em algumas Lojas das Caraíbas se usam calções e alpergatas nas sessões ordinárias e um balandrau negro nas formais. Há que abrir o espírito e entender que a Maçonaria cresceu muito e mudou como o nosso corpo muda ao passarmos pela adolescência.

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Sendo um conservador tradicionalista, como vê essa indumentária informal das Caraíbas?

Aí está um erro e um preconceito. Sou efectivamente um conservador e sou efectivamente tradicionalista. Mas não sou uma peça imutável de museu. À partida poderia parecer que eu seria um adversário da postura informal das Lojas nas Caraíbas. Mas não. Eu sou conservador e tradicionalista relativamente ao essencial. E no caso de uma reunião de Loja, o essencial é aquilo que ali se vai fazer. Não é um desfile de moda! Invariavelmente há um espírito de grupo (nas versões mais “light”, há um espírito de equipe, nas mais esotéricas, diz-se que há uma Egrégora), que é invocado e se espera vir a orientar os trabalhos. No final da reunião, após o trabalho maçónico terminar, a Egrégora está fortalecida (ou o espírito de grupo, a sensação de pertença, ou o que se quiser entender quando se faz um esforço para não entender a sério), consolidando o trabalho realizado até à reunião seguinte. É evidente que, para a mentalidade europeia, o cromatismo do fato escuro e camisa branca com gravata escura, repetida em todos os elementos do grupo reunido num dado lugar, facilita essa experiência de pertença ao mesmo grupo (ou Egrégora), potenciando muito a efectividade do trabalho. Mas os caribenhos têm valores culturais diferentes e a simples colocação do avental e luvas, assim como a disposição em lugares goegráficos definidos em Loja é-lhes suficiente para sentirem esse mesmo estado. Isso é o essencial. É aí que reside a pedra de fecho na reunião ordinária. Prefiro mil vezes o esquema caribenho – que resulta admiravelmente naquele contexto – do que as várias reuniões muito aprumadas de irrepreensível fato e gravata a que assisti, onde a cadeia de união final tinha a força de um gemido e a condução dos trabalhos a graça de um velho calhambeque.

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Então até uns calções podem ser uma “Venda”?

Sim. Sempre que sejam elementos que distorçam a percepção do que é real, afastam a Mente da verdade. Criar “vendas” é muito fácil. Usar a percepção para esconder é vulgar. O que é genial é ter a capacidade de usar o mesmo instrumento de percepção para atingir resultados positivos. Um bom exemplo veio há uns anos do ainda Grão Mestre da Grande Loja Legal de Portugal, Irmão Mário Martin Guia, que inventou um avental de Grão Mestre para si. Mas inventou-o usando correctamente os símbolos. A sua mensagem era mais ou menos esta: “sou um humilde e eterno Aprendiz, ainda que tenha sido eleito para governar a Ordem e fazer a vossa vontade”. Deste modo criou um avental e colar com as mesmas proporções e tamanho dos usados pelos seus congéneres, mas fê-lo completamente branco, como o dos Aprendizes, sem decorações supérfluas. O contraste com os azuis ricamente bordados a ouro de outros Grão Mestres é marcante e salta de imediato à vista. Neste caso, a indumentária não foi usada como venda, mas como um instrumento para mostrar algo mais. E isso é único, merecendo destaque.

Mas no caso da indumentária e da forma como ela é usada como “venda” para os olhos dos Maçons, eu tenho mais receio das medalhas e dos colares do que dos calções das Caraíbas e dos aventais de Grão Mestre! Os calções são tão diferentes e pouco habituais que só mesmo em países tropicais e onde as Lojas não têm ar-condicionado é que podem ser universalmente usados sem serem vistos como algo raro e estranho a um ritual sério. Estar confortável e trabalhar confortavelmente – até em questões espirituais – dá bons resultados. Mas os colares e medalhas vêm com o fato escuro. Estão “disfarçados”. Não destoam. São uma adição. Significam mais poder. Mais notoriedade. Dão uma perspectiva de diferenciação numa Ordem onde todos os Mestres deveriam ser iguais. Distorcem a percepção – e por isso “vendam os olhos” no sentido figurado – porque fazem de alguns Irmãos aquilo que eles não são. Nunca se viu João Batista ou o próprio Hiram com uma medalha ao peito, em centenas de representações iconográficas em todo o mundo, pois não? Mesmo a distinção “honorífica” da figura tradicional de Cristo é a coroa de espinhos, um símbolo de sofrimento ligado à roseira (por isso ao sangue e ao rubedo). A chapa metálica hipnotiza muitos Irmãos como as luzes de um carro na noite paralisam e encandeiam os coelhos que atravessam a estrada. Muitas vezes com resultados idênticos!…

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Mas o Luis também é contra as medalhas?

Que horror! Não! Eu não sou contra nada! Eu sou pela Tradição. A favor de que as coisas se façam como a Tradição determina. É de lá que vem tudo. É preciso saber o que é a medalha e a sua origem para que se possa fazer um uso dela no que ela tem de simbólico e útil. A atribuição de medalhas e colares aparece na Maçonaria por influência da importante corrente militar que entra nas Lojas nos séculos XVIII e XIX. No contexto militar, as medalhas atribuem-se para assinalar um determinado mérito. Nos primórdios das campanhas militares, os soldados e chefes que se distinguiam mais eram presenteados com posses terrenas (prática ainda visível ao tempo das Invasões Romanas, das Invasões Bárbaras e Moura, na Reconquista e Cruzadas, etc.). A atribuição de títulos de posse de terra e seu senhorio (ou seja, sua guarda) criava as famílias nobres. A atribuição de rendas e prémios em salário, eram prática para premiar os soldados menores (a quem não se atribuía o senhorio). A medalha é uma reminiscência da moeda cunhada, do valor material dado aos melhores soldados. Usar essa “medalha” ao peito era mostrar o valor. É em plena Idade Média que se começa a vulgarizar a atribuição deste tipo de distinção. Entre a prática militar de distinguir aqueles que se superam em combate e demonstram qualidades excepcionais e a prática Maçónica de decorar (a palavra exacta é mesmo esta, decorar como quem decora uma parede ou uma divisão da casa…) determinadas figuras – que se tornam figurões – vão alguns séculos de decadência. O que se faz hoje equivaleria a atribuir aos soldados e chefes militares as suas distinções ANTES da batalha, ANTES de se provarem a si mesmos no terreno. Naquela época, a medalha premiava aquele que era excepcional, à chegada, na meta. Hoje é colocada no peito do medíocre na linha de partida que, assim, se vê no direito de nem sequer se superar, exigindo desde logo as prerrogativas que lhe correspondem pela medalha. Ou seja, se medalhas e títulos forem incentivos e modos de reconhecimento de um mérito verdadeiro e justo, eu não posso ser mais a favor.

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O seu livro procura então tirar a venda dos olhos dos Maçons?

Sim, mas igualmente do público em geral. As concepções erradas sobre a Maçonaria não são exclusivas dos Maçons mal informados ou mal formados. Fora dela há também muitas ideias fantásticas e erradas acerca da Ordem, das suas práticas e objectivo. Uma das mais fantasiosas é a que atribui à Maçonaria um antagonismo com o Cristianismo quase de morte. Nada mais falso. O facto de terem havido maçons que usaram a Ordem para perseguir clérigos e queimar igrejas – movimento que tem um contexto histórico definido no mundo francófono da segunda metade do século XIX – ou para suportar células Carbonárias onde o crime e a corrupção viviam lado a lado com um revolver carregado, todos estes factos históricos só comprovam que houve tempo em que os guardiões da Ordem Maçónica não souberam passar aos seus sucessores aquilo que receberam dos seus Mestres. Foram incapazes de cooptar gente que entendesse a Ordem, gente que, quando chegou a lugares de chefia, arrumou a casa a seu bel prazer e fez dela aquilo que ela nunca foi. Esse movimento está de volta. A moda de se ser Maçons e inculto relativamente aos valores da Ordem – nãos aos valores colados com cuspo ao sabor das correntes ideológicas, porque esses são passageiros e eu concebo uma Maçonaria maior do que a obtusidade transitória de luminárias sociológicas – é uma moda que parece estar a espalhar-se. Corremos hoje o risco de, mais uma vez, não ter Mestres que saibam passar aos seus Aprendizes e Companheiros os princípios mais elevados por nunca os terem contemplado, tão ocupados estão a entreter-se com questões comezinhas.

Os valores essenciais da Maçonaria, não só não são incompatíveis com o Cristianismo (por terem tido origem nele), como são em grande medida partilhados. E se a Igreja cai no ridículo quando procura fazer doutrina sobre o uso do preservativo (porque a Igreja deve ocupar-se do transcendente e do bem estar do Homem como ser espiritual), também a Maçonaria cai no ridículo ao tentar fazer doutrina sobre a vida religiosa (por isso eminentemente íntima – terreno onde a Maçonaria não tem jurisdição) dos seus concidadãos. A liberdade de culto é uma das conquistas das Liberdades Civis (para as quais a Maçonaria contribuiu), apesar da vontade daquela tal “maçonaria” que apontei, fixada no espaço e tempo históricos que, se tivesse levado a sua avante, teria feito cair sobre a Europa um manto de “Talibanismo Ateu”. Hoje eu não seria livre de celebrar a Eucaristia. Por mais “progresso” e “liberdade civil” que essa “revolução” me tivesse trazido.

Mas a “venda” em ralação à religião não é a única a retirar a quem está de fora. Há também muitas concepções erradas sobre uma suposta conspiração mundial e o exercício do poder. Quem está de fora tem a tendência para pensar que os Maçons não são pessoas normais, que têm gostos estranhos e esquisitos, que têm aversão a multidões e que conspiram nas trevas. Mas a realidade é que o condutor do carro que hoje me deu passagem num cruzamento assim como a senhora que pagou as contas no supermercado à minha frente podem muito bem ser membros da Maçonaria Portuguesa. O Maçom não é um indivíduo extravagante ou fora do comum. A maior parte dos membros da Ordem têm profissões comuns e vidas comuns. Têm filhos, custa-lhes encher o depósito do carro de combustível, têm dificuldades em chegar ao fim do mês sem se privarem de algumas coisas não essenciais, trabalham na CP, conduzem autocarros e servem-nos a bica pela manhã. Não são todos advogados de fama, há estagiários, professores e funcionários administrativos. Não são todos gestores públicos com salários milionários, há desempregados – sim, desempregados – há músicos sem concertos, há escritores sem editora e há jornalistas sem jornais. Nunca ninguém fala nestes Irmãos e Irmãs. Os livros ignoram-nos. Como não são parte do círculo íntimo de Grão Mestres, quando têm dificuldade para pagar as suas quotas são os primeiros a serem afastados. Mas eles estão lá. Existem. São pessoas comuns e normais. São a maioria. Vivem com preocupações espirituais, experimentam uma inquietude pelo Sagrado, têm um nível cultural acima da média, e são gente interessada, honesta, de talento. Fazem muita falta à Maçonaria. Eles, se perderem o medo de falar, podem ser a voz da consciência colectiva da Ordem. Podem ser o motor da mudança. Podem impedir o erro e a imprudência que arrastam tantas vezes a Ordem para a ruína.

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Então qualquer pessoa pode ser Maçom?

Eis outra “venda” que impede que a verdade seja vista. A resposta é não. Nem todos podem ser Maçons. A cooptação de novos membros tem falhado tremendamente, basta ver que o número de membros activos tem variado pouco ao longo dos últimos 20 anos, mesmo havendo centenas de novas iniciações anualmente. Muitas Lojas têm tão grande dificuldade em substituir os que se vão embora com novos Aprendizes, que nunca chegam a fazer o exercício de auto-reflexão: “mas por que estamos a perder membros?” Isto passa-se há anos, em todas as obediências.

Nem todos podem ser Maçons. O Maçom é, além de uma pessoa comum, alguém que sente uma inquietação muito grande relativamente a muitas das perguntas filosóficas centrais ao ser humano: quem sou, o que faço aqui, para onde vou, etc. A Iniciação Maçónica é uma forma de nos dar ferramentas para que possamos fazer uma busca, nós mesmos, dessa essência em nós. Não é a única, mas é uma das mais interessantes que está à nossa disposição no Ocidente. Deste modo, não basta ter um interesse vago, ou uma curiosidade sobre esoterismos, ordens “secretas”, coisas esquisitas, etc. É necessário ter um Desejo. Ter um vazio interior relativamente à essência do Homem e da vida, de modo a poder iniciar uma busca. A vontade de bater à porta do Templo mostra a existência desse Desejo. Mostra que a pessoa comum está pronta a procurar o incomum e excepcional. Mostra que está pronta para a Maçonaria.

O que se tem verificado é que a Ordem coopta muitas vezes os amigos de actuais membros, cuja única qualificação “iniciática” é serem amigos de alguém na Loja. Muitos não têm o menor interesse pelos assuntos da filosofia maçónica. Outros são convidados devido ao seu perfil profissional e académico. Mas como muitos se julgam uma obra de arte já perfeita e acabada (“não é agora que vou mudar”, “eu sei bem o que quero” e “burro velho não aprende línguas” são expressões muito ouvidas), não estão permeáveis à Ordem e revelam-se estéreis como Maçons.

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Por vezes parece que, para si, muitos dos que estão na Maçonaria não deviam ter entrado. Há Maçons que se mantiveram profanos apesar da sua Iniciação?

Há Maçons que jamais deveriam ter pisado o tapete xadrez de um Templo. São equívocos e, no melhor dos casos, aborrecem-se ao fim de umas sessões indo-se embora, no pior tentam mudar a Maçonaria para que seja mais ao seu gosto em vez de mudar-se a si mesmos para poder entender a Maçonaria e fazer o percurso que a Ordem propõe aos seus membros. Mas estes casos são poucos. Mesmo eles não se mantêm profanos ao entrar na Maçonaria. A Iniciação maçónica conferida no 1º grau é sobretudo potencial, ou seja, frutifica ao longo do tempo já depois da cerimónia em si. Todos os que passam por ela ficam com essas memórias e esse potencial. O que se espera é que o potencial se realize em Loja, ao longo dos graus, mas se um Maçom se afasta da Ordem por desinteresse, não é impossível que os elementos simbólicos e iniciáticos que lhe foram gravados venham a fazê-lo despertar, por si mesmo, confrontado com as ocorrências próprias da vida. Já não é um profano. A cadeia iniciática já lhe foi transmitida e, a todo o momento, pode activar-se, mesmo fora da Loja.

Não há gente a mais na Maçonaria. Nem há Irmãos indesejáveis. O que há é “Irmãos embrionários”, ou seja, Maçons que não se sentiram estimulados pelo que a Ordem lhes apresentou. E isso raramente é culpa deles. Haverá um ou outro mais desatento, mas o Venerável Mestre e as suas colunas 1º Vigilante e 2º Vigilante são o triângulo que delimitam o lugar onde se dá a transmutação. Sempre que estas funções sejam ocupadas por Irmãos que as entendam e as desempenhem escrupulosamente (não faltando às reuniões, fazendo a instrução esclarecida às suas respectivas colunas, respondendo a dúvidas, orientando leituras e a produção de trabalhos dentro dos temas que são apropriados, etc.), sempre que assim seja, raro será o Aprendiz ou Companheiro que não se deixe seduzir pelo rico simbolismo da Ordem e que não queira experimentar por ele mesmo alguns exercícios especulativos. Esse é o início do bom caminho. Por isso, a minha visão sobre a Ordem pode parecer pessimista, porque procuro falar da realidade e explicar onde nos conduz esta realidade que temos se nada fizermos – e o lugar não é bonito. Mas no meu íntimo tenho uma enorme confiança nos Maçons – em todos – porque sei que podem despertar em si mesmos e acabar por vir a ser elementos transformadores para a Ordem, com entendimento, saber e coração. Mas o nada só produz o nada. Se não houver pólos opostos (e hoje eu sou um pólo oposto à inércia do costume), se não houver vozes que falem, opiniões que se confrontem, ideias de que se discordem, não há movimento, não há progresso, não há Ordem.

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7 thoughts on ““A Maçonaria Desvendada” – Entrevista parte 1 de 9

  1. Assisti este Sábado à sua palestra e… sorri (muito bom sinal) quase de imediato… quando começou a falar.
    Gostei da sua facilidade em comunicar… sobre um tema que, muitos, teimam em mergulhar em brumas (apesar de gostar das brumas de Sintra… não gosto de brumas criadas para esconder o acesso à verdade!).
    Tive pena em não ter ficado até ao fim (quando começou a interacção) porque gostaria muito de lhe ter dito… com a transparência que me caracteriza… que gostei muito… muito mesmo… de o ‘conhecer’.

    Grata pela partilha que fez…

    Inana… Ni*

    • Cara Inana:

      Obrigado pelas simpáticas palavras. Eu passei um dia fantástico no sábado. Tenho notado que o público que vai assistindo às conferências é cada vez mais “avisado” e tem cada vez melhor vibração. Não é fácil comunicar quando não temos feed-back do ouvinte. Por isso gosto muito mais de transformar as palestras em debates conduzidos. É que me farto de aprender nestas alturas com as reflexões dos presentes. E isso é algo insubstituível. Não se consegue nos livros.

      Atrevo-me a dizer-lhe que esteja atenta, porque um conjunto de gente de que sou apenas uma das caras visíveis, está a procurar agitar a calmaria em que o esoterismo português vive. Visite-nos em http://www.ihshi.com e se achar interessante, não hesite em manter-se em contacto.

      Grato pelas suas palavras,

      Luis

      • Olá, Luís!
        Fico muito feliz por me ter respondido (sorriso…).
        Fui à conferência na Loja Rosacruz (onde estive pela primeira vez) por… coincidência que não o é (não acredito na existência de coincidências, mas sim em sincronismos…. em sinais no nosso caminho… que nos fazem reflectir. O meu percurso de eterna aprendiz tem-mo mostrado… e eu tento estar desperta).
        Sorri quando o Luís referiu a proliferação de livros (e emails… recebo imensos diariamente) sobre esoterismo… sobre o caminho da iluminação… redundantes, que se plagiam ad nausea. A informação tornou-se, sem dúvida, ‘contra- a- informação’. Porque se até há bem pouco tempo o saber permanecia ‘secretum’, envolto em ‘pó-de-estrela’, o que impedia o olhar (físico e mental) de aceder a informação fundamental… hoje verifica-se o inverso. E é grave. Mais do que nunca o discernimento racional e intuitivo é fundamental.

        E o que eu senti quando o ouvi… foi que não estava perante mais um ‘falso profeta’…. ou ‘pseudoiluminado’. E sentir isso foi como descobrir entre tanto ruído… uma melodia harmoniosa. E eu, que bebia água quando começou a falar… sorri e lembrei-me da palavra ‘orvalho’ e do seu simbolismo.
        («Eu sou a humidade que tudo preserva na natureza e lha dá vida,
        Passo dos planos superiores para os inferiores;
        Sou o orvalho celeste e a gordura da terra;
        Sou água ardente e o fogo húmido; nada sobrevive sem mim…»)

        Permita-me que acrescente, ainda, que algumas imagens que projectou no final da sua conferência me tocaram profundamente.

        «um conjunto de gente de que sou apenas uma das caras visíveis, está a procurar agitar a calmaria em que o esoterismo português vive. Visite-nos em http://www.ihshi.com e se achar interessante, não hesite em manter-se em contacto.»

        Obrigada, Luís!
        Há muito que sinto a necessidade deste contacto… porque se o percurso é individual… por vezes, sentirmos que nos entendem, que nos aceitam, é vital.

        Que a LUZ da Verdade ilumine o seu percurso…

        Inana…

  2. Boa noite,

    Aproveito a “deixa” para igualmente felicitá-lo pela palestra, onde também estive, presente… naquela que foi igualmente a minha primeira presença na Loja Rosacruz. :)

    Foi um prazer imenso, ouvir no meio de saber muito profundo e concreto, uma “Língua” tão familiar… exposta de forma clara, concisa, despretensiosa e tão acessível… principalmente no que, ao aparentemente ficar por dizer, se mostra tão audível…

    …Para além de factos de ligação histórica (e não só) entre Rosacruz e Maçonaria que desconhecia e iluminaram alguns recantos mais obscurecidos do meu saber… foi com um sorriso enorme que ouvi a sua explicação, tão familiar, do que é a Verdade… “Aquilo que não pode ser contemplado directamente, mas cuja Luz nos permite observar o Mundo”… uma das alegorias do Esoterismo que mais me diz, no caminho da Senda…

    Deveras, grato pelo momento propiciado, e pela partilha.

    Abraço de Luz.

  3. Pingback: Os números de 2010 « Um Blog Universátil

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