Mensagem em Pessoa

Lugares limitados. Inscrição obrigatória por mensagem por Facebook ou para incursoeshermeticas@gmail.com

Mensagem em Pessoa – Brasão | Castelos
Local: Sé de Lisboa
Data: Domingo, 17 de Setembro de 2017
Início da Visita: 10:00
Final previsto: 13:00
Preço da visita: 15 € (25 € para casais); gratuito para crianças com menos de 12 anos. Entrada na Sé não incluída. Supõe-se gratuita ao Domingo.

Descrição:

Série de visitas guiadas com leitura e explicações ao redor da “Mensagem” de Fernando Pessoa. As perguntas, as chaves, os simais e os símbolos.

São 6 Visitas a 6 Lugares Mágicos ao redor das palavras de Pessoa

Setembro 10
Palácio Nacional de Sintra – Brasão | Campos

Setembro 17
Sé Catedral de Lisboa – Brasão | Castelos

Setembro 24
Quinta da Regaleira – Brasão | Quinas, Coroa e Timbre

Outubro 1
Mosteiro dos Jerónimos – Mar Português | Possessio Maris

Outubro 8
Convento dos Capuchos de Sintra – Encoberto | Symbolos

Outubro 15
Palácio da Pena de Sintra – Encoberto | Avisos e Tempos


Excertos das visitas:

Mensagem em Pessoa – Primeira Visita

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Curso de Alquimia – Estudos, Princípios e Problemas

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Curso: Alquimia I – Estudos, Princípios e Problemas
Por Luis de Matos

Ao longo de 5 aulas, uma introdução aprofundada e clara à Ciência Hermética, matéria fundamental a qualquer estudante interessado nas Ciências Tradicionais.

PROGRAMA
Aula #1: A Alquimia, definição, as suas diversas vertentes, origem e vias, de acordo com o sujeito da Grande Obra. Princípios, elementos, energia, matéria. Ars Magna.

Aula #2: Concepção Unificada do Universo Manifestado, Fiat Lux, materialização, reintegração, Solve et Coagula.

Aula #3: História e Obra, Paracelso, Nicolas Flamel, Basile Valentin, entre outros. Alquimia no século XX: Fulcanelli, FA R+C, Solazaref e outras escolas.

Aula #4: Iconografia Alquímica

Aula #5: Ora et Labora, o laboratório, Alquimia laboratorial prática

Lugares Limitados
Informações e Inscrições:
ihshi@mail.com
geral@towards-the-rainbow.pt

Preços:
50 € todo o Curso presencial
40 € todo o Curso em aula Online simultânea
15 € aula avulsa presencial
15 € aula avulsa online

LOCAL
Towards The Rainbow
R. João da Silva, 14A
Areeiro 1900-271
LISBOA
geral@towards-the-rainbow.pt
5 Aulas – 4ªs feiras, das 21h às 23h
13, 20 e 27 Jan., 3, 10 Fev.

Sintra fecha o ciclo – O que vale a Pena

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Aos poucos, puxado pelos amigos que se iam inscrevendo e, por um motivo ou outro, não conseguiam estar presentes, fui acrescentando datas ao Calendário de Visitas das Aulas Livres. “Não conseguir ir à Pena! Quando é que vais repetir?”, diziam. “E a Regaleira?”, insistiam. Como não devo ter disponibilidade para repetir algo deste género nos próximos tempos, lá fui aceitando os desafios, semana após semana. Esta semana irá chegar ao fim o ciclo actual de Visitas e Aulas e já abordámos tantos temas e usámos os locais e edifícios históricos como pretexto para tanta filosofia que parece que estou a regressar a casa de uma longa viagem ao regressar à Pena! De Dante a Platão, de Pessoa a Lima de Freitas, de Percival a Galaaz, de lugar em lugar, ideia em ideia, questão em questão, enquadrando os lugares, as doutrinas, as perplexidades. Muito ficou por dizer e muito por observar. Mas a paixão pelos lugares ficou patente. E feliz fui ao ver a paixão compartilhada por tantos.

A eles, obrigado!

 

Aula Livre – Visita ao Palácio da Pena

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O Palácio da Pena ergue-se sobre uma rocha escarpada, que é o segundo ponto mais alto da Serra de Sintra. Localiza-se na zona oriental do Parque da Pena, que é necessário percorrer para se chegar à íngreme rampa que o Barão de Eschwege construiu para se aceder à edificação acastelada. O Palácio propriamente dito é constituído por duas alas: o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a ala edificada no século XIX por D. Fernando II. Estas alas estão rodeadas por uma terceira estrutura arquitetónica, em que se fantasia um imaginário castelo de caminhos de ronda com merlões e ameias, torres de vigia, um túnel de acesso e até uma ponte levadiça.

Em 1838 o rei D. Fernando II adquiriu o antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, que tinha sido erguido no topo da Serra de Sintra em 1511 pelo rei D. Manuel I e se encontrava devoluto desde 1834 com a extinção das ordens religiosas. O convento compunha-se do claustro e dependências, da capela, sacristia e torre sineira, que constituem hoje o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho.

É um dos mais importantes legados do Portugal simbólico. A propósito do antigo Mosteiro da Pena, do Rei Artista D. Fernando II e da recriação arquitectónica e paisagística da mítica Ilha Secreta dos heróis e da Floresta que cerca o Castelo Inacessível do Santo Graal, iremos conhecer melhor mitos e lendas que enquadram o programa simbólico e o lançam, com força e vigor, em direcção ao futuro. Ao Portugal que falta cumprir, nas palavras de Fernando Pessoa.

A visita terá lugar no dia 24 de Maio, iniciando-se pelas 14h30 e terminando 19.00h, sendo guiada por Luis de Matos (ver: universatil.wordpress.com).

As inscrições são limitadas e devem estar concluídas até dois dias antes da visita por imposições logísticas do próprio Palácio.

A visita tem um custo de 10€ por pessoa + entrada no monumento* (ver preços de admissão ao monumento em: parquesdesintra.pt)

Inscrições prévias: ihshi@mail.com

* para alunos do Curso Livre Templários e Templarismo da Universidade Lusófona, bem como membros da OSMTHU a visita é gratuita e apenas devem pagar a entrada no monumento, contudo DEVEM INSCREVER-SE de modo a garantir a participação.

Pérolas aos Poucos – O Objecto

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Temporada 2 – Episódio III – O Objecto

(excerto)

Luis de Matos (LM): [A noção de objecto] que vem do filósofo George Berkley, leva ao extremo a ideia de que o objecto em si é indissociável da ideia do objecto. Quando falamos do [Santo] Graal e dizemos que está em Léon; ou não, está em Glastonburry; ou não, está em Monserrate; ou não, está em Valência, ou noutra parte qualquer da Europa; ou até poderia estar em Portugal, quem sabe; nós estamos a falar de ideias do Graal. Estamos a falar daquilo que são as tais formas de pensamento que criamos à volta de um objecto específico. O que George Berkley defende é que o objecto e a ideia são uma única coisa, não são coisas distintas. Não consegues ter a ideia sobre o objecto sem a existência do objecto.

Alexandre Honrado (AH): Estás perante o objecto. Tens consciência dele e o reconhecimento do objecto.

LM: Se não estivesses perante ele e não tivesses a percepção empírica de que ele está à tua frente, não conseguias conceber o objecto. Sem um motivador externo, não conseguias criar a ideia. A partir desse momento, o objecto e a ideia tornaram-se iguais. [O objecto é a ideia que fazes dele e deixa de existir por si mesmo].

AH: Estavas cá no início do programa, quando eu disse para a câmara – logo no início – “sem o objecto não podemos ser objectivos”. Uma sala vazia, nua, sem qualquer objecto, não nos trás objectividade. Perante esse reconhecimento não somos nada.

LM: Não. Contudo, tu podes criar a ideia do objecto – “o Santo Graal é uma taça”, dizes tu – e agora a ideia em si ganha vida. Mesmo sendo distinta do objecto. Ela passa a ser em si [mesma] algo que é, que posso comunicar às pessoas, que posso fazer crescer, que posso colorir à volta e criar toda uma “ideologia” à volta [da ideia] de algo que [já não] é sequer objectivo.

AH: É mais uma imagética, às vezes, nem é propriamente uma ideologia.

LM: Completamente. Isto faz com que o objecto tenha evoluído. Quando perguntas “o Graal não seria uma taça”? [Sim,] é uma taça. Na ideia das pessoas é uma taça. Portanto, é também uma taça.

AH: Em alguns textos mais antigos dizem que é um prato de cobre. Que na tradução mais directa…

LM: Pelo que, também é um prato.

AH: Pelo que também é um prato…

LM: Ou seja, se o objecto e a ideia que tens do objecto são a mesma coisa, cada objecto vai adquirindo sucessivamente diversas formas ideais [a partir] daquilo que ele é, que o vão qualificando e o vão transmutando ao longo do tempo. O objecto muda ao longo do tempo.

AH: Exactamente.

LM: Havia um objecto específico e físico, que pudesses tocar, que fosse o Graal? Isso é o que nós não sabemos. Porque a ideia já adquiriu tal força entretanto, já se expandiu de tal maneira e já ressoou de tal modo com as pessoas, que lhe atribuíram toda uma série de significações que são muito profundas para elas, que o objecto em si já perdeu a importância.

AH: Mas o significado não deixa de ser aquilo que é o teu imaginário para o tornares no teu imaginário interior. E portanto já não discutes se havia ou não [o objecto original]. Há um Santo Graal qualquer em cada uma das pessoas que acreditam nele.

LM: E por isso tu dizes assim: “o Santo Graal é a perfeição da alma”. Pois. É uma ideia que decorre de uma idealização daquele objecto.

AH: É uma transposição, diríamos.

LM: Completamente. Portanto objectos como o Santo Graal, ou a espada Excalibur, ou, ou … (ri-se), ou por exemplo a Batalha de Ourique e o milagre que se deu quando D. Afonso Henriques viu Jesus Cristo nas nuvens que lhe disse “toma esta chagas para símbolo da tua nação” e [hoje] aqui estão as cinco chagas nas cinco quinas de Portugal, etc.; tudo isso são questões objectivas ou são ideias que depois evoluem? Houve objecto? Houve um Jesus Cristo pregado numa cruz, visto no céu [de Ourique], ou isso foi uma ideia criada a partir de uma impressão que pode ter sido perfeitamente metafísica, ou pode até ter sido ilusória? Mas a ideia em si passou a existir.

AH: Há um Santo Lenho quase em cada igreja. Há milhões de Santos Lenhos, há milhões de objectos…

LM: Se [a ideia] passou a existir e se temos as cinco quinas na nossa bandeira, a ideia passou a ser em si própria o objecto. Não há que discutir se houve Ourique ou não. Agora [a ideia] já teve a sua influência na história. Agora criaste o mito.

(continua…)