De Viagem Mais Uma Vez

No dia 22 dou uma Conferência na Comunidade Portuguesa de Eubiose. Como o livro sobre Maçonaria só é lançado na semana seguinte, a 28 de Maio, decidi que o tema seria diferente.

Inicialmente pensava falar sobre Sinarquia. Não haveria melhor lugar. Mas esse foi o tema superiormente tratado pelo Dr. Olímpio Gonçalves num trabalho onde fala igualmente dos Templários – hoje disponível para membros e visitantes da Comunidade numa publicação em papel – e voltar a ele seria inevitavelmente ter de pisar muitos dos mesmos passos num assunto tão interessante, mas tão raramente tratado, quer em livro, quer em conferência. Tenho a aspiração de um dia – talvez não muito longínquo – fazer um colóquio sobre a Sinarquia onde se possam escutar os trabalhos de vários autores. Talvez então se desperte o interesse do público em geral para o tema.

Procurei então enveredar por algo novo, que não estivesse ainda feito e que fosse o mais possível um meio de falar um pouco do contributo único da Eubiose para a compreensão de alguns assuntos iniciáticos. Eles são tantos que acabei por escolher o tema da Portugalidade e da Alma Lusitana, entroncando-o nas pesquisas que me levam todos os anos a Trás-os-Montes e de que dei um exemplo aqui.

De facto, compilar algumas das informações que entretanto juntei e algumas perguntas que me surgem, explorando possíveis respostas, pode resultar num trabalho interessante. Tem-se publicado muito sobre o tema do dito “Portugral”, ou seja, da predestinação de Portugal para as Descobertas e da história misteriosa que envolve algumas das suas figuras magnas. Em minha opinião os livros têm-se copiado muito entre si e poucos factos novos surgem, ou quando surgem , falta a arte de saber perceber o que significam e como mudam eles os pressupostos que sempre tivemos sobre a nossa origem como país e a nossa missão no mundo. Tão pouco serei eu quem o possa esclarecer, mas penso ter uma perspectiva nova, diferente e interessante acerca do tema. Assim se verá.

Estava eu a procurar um nome (ainda não tenho o título final) e a rever as fotos que fui fazendo ao longo deste tempo, quando o meu amigo Cristóvão, começando a puxar-me pela língua, me levou a concluir que este trabalho ficaria muito incompleto se abordasse apenas Trás-os-Montes. Acabou por me persuadir a estender o âmbito do investigação e, logo ali, terminei não com um problema (esta conferência que se aproxima), mas vários! Acabei por me comprometer a escrever 9 (sim nove!) livros sobre os três principais Rios ibéricos que moldaram a nação e a sua influência iniciática em diversas épocas. Cada Rio terá três “viagens”, correspondentes a três momentos ou mesmo segmentos geográficos (ainda não sei). Ou, no mínimo, três grossos volumes em três partes, o que vai dar no mesmo. Com a complicação que é a minha vida profissional, cheia de viagens e três centros de actividade (Madrid, Nova Iorque e Lisboa, esta mais esporádica), estou a ver que terei de retirar muita inspiração de modernos terminais de aeroporto onde inevitavelmente acabarei por escrever a maior parte do trabalho. E isto já para não falar na recolha de elementos e trabalho de campo. Com o Douro, já lá vão dois anos (do lado de cá e do lado de lá da fronteira), com alguns milhares de quilómetros. Agora é só acrescentar o resto…

Deste modo, porque algumas das fotos que fiz não estão suficientemente boas para a Conferência de dia 22 e porque há alguns sítios que entretanto chamaram a minha atenção que necessito fotografar, parti este fim de semana para o Norte e comecei hoje pelo Porto, na Sé Catedral (os cláustros na foto acima). Já há uns anos que lá havia passado e com um olhar menos “clínico” houve logo coisas que me chamaram a atenção, nomeadamente uma sala em particular. Pude hoje confirmar que a intuição de então estava certeira. Compreendo hoje a obra feita por mais um dos obreiros caridosos na Nação Lusa de que os livros falam de passagem. O que aquelas paredes viram é-nos vedado. Mas intui-se bem pelos elementos simbólicos gravados no lugar.

Amanhã sigo em busca de uma lenda de Gémeos próximo de Mirandela. Talvez ainda lá estejam as marcas que o povo referia há menos de um século. E pela tarde quero ver se percebo a proximidade de Balsemão e da sua Senhora (obrigado Cristóvão mais uma vez pela explicação acerca da origem do nome) a uma lendária torre próxima que marcava o lugar onde uma família das mais ilustres da região se radicou ainda no tempo de Afonso Henriques. Toda a toponímia circundante nos fala de ilustres homens que terão conhecido a Terra Santa, quer em campanhas, quer por ser essa a sua origem. Nomes como “(…) dos Cavaleiros”, “Malta”, “Chacim”, “Gibelim”, entre outros, são disso mesmo testemunho. De tudo isto irei falar na Conferência.

Talvez a parte que mais interesse desperte é a que fala da nossa Tradição Iniciática milenar, a dos Caretos de Trás-os-Montes, reminiscência ancestral dos Nephilin vetero-testamentários. Terra de gigantes? Veremos. Se a viagem correr bem (quero regressar a Lisboa na 4ª feira) teremos muitas coisas interessantes para ver (mesmo vídeo) em projecção no dia 22.

Se alguem tiver sugestões de lugares a visitar, não hexite!

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